quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

MODA SUSTENTÁVEL: BELEZA ÉTNICA E CRIAÇÃO DE ACESSÓRIOS

   
 Na  penúltima postagem  do ano do blog Entrenós Crochês, decidi falar sobre a  nossa postura de preservar as tradições e a natureza. A moda artesanal está ligada à atemporalidade, pois o seu ciclo produtivo não se orienta pelos padrões  e tendências de uma coleção. O processo artesanal alimenta-se da criatividade de um processo dinâmico e imaginário do artesão/design, que não termina na escolha de uma referência de cor, das estampas de um determinado verão...


   Costumo dizer que os apaixonados por moda artesanal, crochê, tricô e bordados tomam suas roupas como marcas e traços de sua personalidade.  Quem gosta de crochê vai gostar sempre, vai  usar sempre.

   
  Usar uma peça artesanal é sair da zona de conforto e brincar com o seu próprio estilo. O que torna a aquisição por uma peça artesanal como um consumo consciente, afinal sua peça estará em seu armário por meses, anos, transpondo as fronteiras do tempo, atravessando quem sabe gerações. E, dessa forma, sempre tornando-se algo novo, algo que pode ser incorporado a outros estilos e até tendências.

  Nesse post trouxe vários segmentos da moda étnica da Entrenós Crochês, técnica que mistura crochê e  bordado a partir de tramas criadas com resíduos (restos de lãs, linhas, fitas, tecidos, botões e pedras). A moda precisa se adaptar as novas demandas dos tempos atuais, a sustentabilidade e a preservação dos recursos materiais.  A técnica que mistura crochê e residual foi indicada ao 3° Prêmio Sebrae Minas Design 2012/2013. Projeto, que contou com a orientação e participação da designer Wanessa Dose Bittar, fundadora do Studio Dialeto.



    Como resultado da premiação, desenvolvemos roupas e toda a linha de acessórios como colares, brincos, pulseiras e bolsas. Nosso projeto de moda é feito buscando zerar o desperdício, criando produtos de beleza,  qualidade e luxo artesanal, tendo em vista que o fazer artesanal é o caminho para superar a escassez  por meio da criatividade. 

   Todas essas peças podem ser encontradas no site ELO-7, loja da Entrenós Crochês, ou, pelos contatos disponibilizados aqui no BLOG

  E você, qual  a sua história? Conte-nos sua história, envie seu look pelo email entrenoscroche@yahoo.com.br ou pela nossa fanpage Entrenós Crochês.  


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Super beijo, até a próxima















jornalista e sócia da Entrenós Crochês


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

CASACOS ELEGANTES: PARA QUEM NÃO QUER CONTAR TUDO



       Alguns dias sem escrever e já senti a saudade natural de quem sempre está narrando o mundo à sua volta. Idas e vindas, vestindo histórias, revestindo a cidade de cores, olhares e afetos.

     Nesse ensaio, em que brindei as parcerias com o fotógrafo Eduardo Carazza, a maquiadora Dani Silva, e, a empresária da moda, Roberta Pinto, trouxe o movimento predileto do blog: o encontro com a cidade, com a curiosidade das pessoas e com a diversidade dos olhares.

     Todo o mundo cor de rosa abriu-se a essa história de hoje, do casaquinho de rococós rendados, certamente um ponto artesanal beirando à extinção (poucas pessoas querem aprender diante do treino e da complexidade da técnica), e o vestido engana-mamãe de estamparia étnica.  

     
  
   Feminino e delicado, os casacos suaves sempre são uma boa pedida para nos salvar das mudanças climáticas, tão expressivas por hora, como também garantem elegância e certo mistério para quem não deseja contar tudo. 

     Escolhi um acessório para os pés que, sinceramente, adoro! Gladiadoras altas e escuras.  Poderia ter sido uma alpargata de palhinha e até um peep toe bachinho ou de salto. Ficam as dicas, mas quem monta o look e as histórias são você.

      Como sempre digo, vista-se de histórias, se possível conte-nos a sua história, faça seu comentário no blog, pelo nosso email entrenoscroche@yahoo.com.br, ou, pela nossa fanpage Entrenós Crochês.   

   
Raruza Schiaivi 
jornalista e sócia da Entrenós Crochês

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

GRANNY SQUARE: A MEMÓRIA EM FORMA DE ROUPA

   
    Todas as histórias possuem pontos, vírgulas e reticências. Certamente, sou uma pessoa de muitas reticências. Sempre estamos nos "contando" de alguma forma e colocar pontos finais são difíceis,  quando acredita-se que o  viver é uma experiência contínua, ainda que repleto de rupturas. No fundo, somos figuras mosaicas, colchas de retalhos e de emendas.

    Na postagem de hoje, essa experiência que se dá na vida  também se traduz na moda. Os famosos quadradinhos,  a tendência do granny square, têm essa pegada criativa de brincar com as cores, com os restos de novelos, gerando uma textura interessante, lúdica e exclusiva. Afinal, cada  criador e designer vai escolher seus tons e o ângulo que cada quadradinho vai ocupar.

    O granny square tem uma relação afetiva com os restinhos de linhas e lãs, que só quem faz pode compreender.  Quem é do interior, ou, quem tem suas bisas e avós ainda vivas sabe que existem tesouros espalhados pelas casas dos nossos antepassados; da mobília às louças, dos cadernos de receita às colchas e almofadas de granny square.

    Lá, também temos o famoso quartinho de costura, a velha máquina de costurar da família, a caixinha de linhas, de agulhas e de dedais amassados, o baú velho na beirada da cama,  que não guarda nem ouro, nem prata, mas tecidos amarelados, vestidos antigos já usados, lãs e linhas de bordados. Sinas do tempo, códigos do passado, que costuram histórias, presenteiam e presentificam a memória. 

    
   As fachadas antigas da São João del-Rei  barroca foram os painéis para nossa história e para a composição dos looks dessa semana.  Eu e Eduardo Carazza divertimo-nos nos cafés, nas vielas e nos portais, que de dentro para fora nos devolviam a beleza do mundo dividido entre histórias do ontem e dos dias atuais.  O cropped de granny square de técnica ancestral foi mixado com outro queridinho do passado, o shortinho de cós alto (cintura alta), mimo da Bela Griff. Buscamos acessórios leves e despojados, que unimos à explosão de cores do cropped e ao jeans bem clarinho. 
    
   O granny square é uma paixão da minha infância,  que eu trouxe para esse ensaio. Nessa postagem, para além das lindas fotografias de Eduardo Carazza,contamos com a make da super profissional, Dani Silva.

   E você, qual  a sua história? Conte-nos sua história, envie seu look pelo email entrenoscroche@yahoo.com.br ou pela nossa fanpage Entrenós Crochês.  

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    Super beijo, até a próxima



Por Raruza Schiavi
jornalista e sócia da Entrenós Crochês